Pedro Batista, Madrinha Dodô e o povo de Santa Brígida: a fé que caminhou pelo sertão
Manoel Belarmino No coração do sertão baiano, a cerca de 450 quilômetros de Salvador, existe uma cidade onde a fé popular se mistura à poeira das estradas, às promessas pagas de joelhos e às histórias contadas ao redor dos oratórios. Santa Brígida não é apenas um município perdido entre a caatinga e o silêncio do Nordeste profundo. É um território de romarias, milagres e devoção. Terra onde ainda ecoa a memória do conselheiro Pedro Batista e de sua mais fiel discípula, Madrinha Dodô . Para muitos sertanejos, Pedro Batista não foi somente um homem. Foi santo, conselheiro, curador e guia espiritual. Um daqueles personagens que o sertão produz de tempos em tempos, como se a própria terra rachada necessitasse gerar homens capazes de aliviar a dor do povo. Antes de chegar a Santa Brígida, Pedro Batista já peregrinava pelos caminhos ásperos de Alagoas, Sergipe e Pernambuco. Sua fama corria ligeira pelos povoados: homem sábio, de fala mansa, rezador forte, capaz de aconselhar aflitos, expul...