Uma pessoa morta e duas prisões em Poço Redondo

 
Uma ação integrada entre as Polícias Civil e Militar de Sergipe foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (6) nos municípios de Poço Redondo e Canindé de São Francisco, no sertão sergipano. A operação teve como objetivo o cumprimento de mandados judiciais contra suspeitos investigados por homicídios e outros crimes graves registrados na região.
 
A ofensiva policial é resultado de um trabalho investigativo desenvolvido pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) ao longo de aproximadamente dez meses. Segundo informações apuradas no inquérito, as investigações identificaram a atuação de um grupo criminoso suspeito de envolvimento direto na prática de assassinatos no sertão sergipano, com ações concentradas especialmente nos municípios que foram alvo da operação.
 
Durante a ação, foram cumpridos três mandados de prisão e cinco mandados de busca e apreensão. No decorrer do cumprimento das ordens judiciais, dois suspeitos foram presos e materiais considerados relevantes para a investigação foram apreendidos, entre eles armas de fogo, motocicletas e outros objetos que podem auxiliar no aprofundamento das apurações.
 
Ainda conforme as informações divulgadas pelas forças de segurança, um dos alvos reagiu à abordagem policial. Houve confronto e o suspeito foi atingido, sendo encaminhado a uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos e foi a óbito.
 
A apuração contou também com o apoio técnico da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol), que contribuiu na consolidação de elementos probatórios reunidos ao longo do período investigativo, fortalecendo a base documental e operacional necessária para a deflagração da operação.
 
Mobilização de grande efetivo e suporte aéreo
 
Para a realização da operação, foi mobilizado um efetivo superior a 50 policiais civis e militares, envolvendo equipes do próprio Cope, da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), do Batalhão de Polícia de Caatinga (BPCaatinga), além de policiais lotados nas delegacias de Canindé de São Francisco e Poço Redondo.
 
A ação contou ainda com apoio do Grupamento Tático Aéreo (GTA), que forneceu suporte operacional e monitoramento aéreo durante a movimentação das equipes no cumprimento dos mandados.
 
Nome da operação faz referência simbólica ao grupo investigado
 
Denominada Operação Suindara, a ação faz referência à ave popularmente conhecida como rasga-mortalha, uma alusão simbólica ao modo de atuação atribuído ao grupo criminoso investigado, suspeito de praticar crimes letais em diferentes localidades do sertão.
 
As autoridades destacam que as investigações continuam em andamento, com o objetivo de aprofundar a responsabilização criminal dos envolvidos, além de identificar outros possíveis integrantes do grupo e esclarecer conexões com outros crimes ocorridos na região.

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